Textos produzidos por nossos alunos, também considerados fonte de estudo já que os mesmos são acompanhados de comentários dos Professores.

aluno-coc
A Última Crônica | Giullia M. Reggiolli, 8ºano/EFII

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

Percebo entrando nesse botequim mãe e filha. As duas eram muito parecidas: cabelos longos e castanhos, olhos cinzentos inteligentes. As duas se sentam ao meu lado, a mãe estava com olhos inchados de chorar e a filha parecia atenta a tudo.

A mãe começa a falar baixo,contando uma notícia. Consigo ouvir apenas algumas partes “Filha, eu e seu pai. Não vamos mais viver juntos. Você viverá comigo apenas. ”A mãe reprime uma lágrima, ao contrário da filha que deixa algumas pingarem em seu vestido, o bar fica barulhento, de forma que a mãe começa a falar um pouco mais alto fazendo com que escutasse melhor. Comecei a reparar no amor presente nas palavras da mãe, como se quisesse fazer com que o sofrimento da filha fosse o menor possível. Escuto outras palavras vindas da mãe “Não fique com raiva de seu pai, foi uma decisão conjunta. Nós ainda te amamos muito”.

A filha olha com muito afeto para a mãe e limpa uma lágrima da mulher “Não se preocupe mãe, eu ainda vou amá-los incondicionalmente e eu entendo a situação.” A mãe abre um longo e esperançoso sorriso para a filha e repete “Seremos muito felizes.”

Mãe e filha trocam um longo e carinhoso abraço,fazendo com que eu me inspirasse e e ensinasse que as situações acontecem mas o amor de um pai para um filho continua. E assim eu queria as últimas palavras de minha crônica,que transmitisse amor e esperança.

prof-colégio-coc

COMENTÁRIOS
Profa. Juliana Teles Gongaza


Nessa primeira proposta da disciplina de produção textual, os alunos tiveram os desafio de redigir uma crônica reflexiva, gênero estudado nesse início do terceiro bimestre. O texto era baseado na célebre crônica de Fernando Sabino, "A última crônica". As turmas tiveram que utilizar o modelo para escrever um texto breve, que partisse de uma situação banal, mas que gerasse reflexões e comentários por parte do narrador; tudo bem ao gosto da crônica. Parabéns a todos pela dedicação e, em especial, aos autores dos textos selecionados! Valeu, galera!


aluno colégio coc sapiens
A Última Crônica | Letícia Simões, 8ano/EFII

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

Enquanto bebia de uma xícara de café, passo a observar ao meu redor em busca de inspiração para a crônica que deveria escrever para o final de semana. Uma senhora passeando com seu cachorro, dois amigos conversando alto, notícias de tragédias na pequena televisão do botequim, nada me inspirava a escrever.

Continuo observando diveros momentos banais até que um senhor de idade sentado a uma mesa perto da parede me chama a atenção. Estava sentado em uma pequena mesa para dois sozinho, bebendo de uma xícara de café pequena. Ele mantinha o olhar baixo, atento ao livro que repousava na mesa. Parecia ansioso, olhando de tempos em tempos para a porta do botequim, como se estivesse a espera de alguém. Fiquei observando-o folhear as páginas do livro até que ele direcionou seu olhar mais uma vez para a porta do botequim, de modo involuntário. Parada em frente a porta estava uma senhora de vestido rosa claro debaixo de um casaco bege, acompanhado se sapatos de salto baixo eu uma bolsa clara junto as mãos finas, parecendo tão ansiosa quanto o homem que agora sorria para si. Sem tirar o sorriso do rosto, o senhor se dirigiu em direção a senhora parada em frente a porta, que percebeu sua aproximação. Ao ficar de frente para ela, o homem pegou-lhe a mão direita e levou aos lábios, depositando nela um pequeno selar. Ela sorriu discretamente, levemente ruborizada, e deixou-se ser guiada até a mesa perto da parede. O senhor puxou a cadeira para ea se sentar, demonstrando um cavalheirismo pouco visto hoje em dia. Após pedir uma xícara de café para a senhora e mais uma para si, ele começou a conversar com ela, rindo vez ou outra do que ela lhe contava. Vi quando ele pegou a mão dela por cima da mesa e começou a acariá-la levemente com o polegar. Quando acabaram com seus cafés, o senhor pagou a conta e saiu do botequim com a senhora que estava com os braços entrelaçados aos dele.

Passei mais um tempo no botequim até terminar meu café. Ao terminar, paguei pela bebida e saí para a noite fria de inverno. Na calçada, vi o mesmo casal se despedindo com um discreto beijo na bochecha, trocando olhares suaves e afetuosos. Abri um sorriso singelo diante da cena, reconhecendo que havia finalmente encontrado a inspiração para a minha última crônica.

prof-colégio-coc

COMENTÁRIOS
Profa. Juliana Teles Gongaza


Nessa primeira proposta da disciplina de produção textual, os alunos tiveram os desafio de redigir uma crônica reflexiva, gênero estudado nesse início do terceiro bimestre. O texto era baseado na célebre crônica de Fernando Sabino, "A última crônica". As turmas tiveram que utilizar o modelo para escrever um texto breve, que partisse de uma situação banal, mas que gerasse reflexões e comentários por parte do narrador; tudo bem ao gosto da crônica. Parabéns a todos pela dedicação e, em especial, aos autores dos textos selecionados! Valeu, galera!


aluno colégio coc sapiens
A Última Crônica | Lorena Olifiers, 8ano/EFII

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

Já escreví tantas crônicas, mas desta vez eu estou realmente enrolado. Normalmente, as idéias e reflexões surgem naturalmente, sem nenhum esforço. O que estaria acontecendo?

Eu precisava refletir mais sobre o que escrever. Olhei ao meu redor, e lentamente uma idéia foi surgindo.

Na calçada, eu vía várias pessoas correndo, todas ocupadas! Vejo um homem alto de terno, falando no celular, empurrando todos em seu caminho. Deve estar atrasado.

Em uma mesa do botequim vejo um grupo de amigos juntos, porém, afastados por aquele pequeno aparelho, um celular.

Vejo que em outra mesa há um velho gritando e exigindo outro sanduíche, porque o que ele tinha nas mãos tinha picles.

E no balcão, ao meu lado, estava um homem alto, com aliança, bebendo e bebendo, falando sobre como hoje tinha um "encontro" com sua amante.

Foi aí que eu percebí que, hoje em dia, escrever uma crônica é muito mais difícil. Crônicas tem que surgir de fatos que inspirem alguém, coisas positivas, e eu creio que não posso mais encontrar isso, porque ao meu, e ao redor de todos, a felicidade está em extinção. Pressa, nervosísmo, negatividade, raiva, inveja, traição, há de sobra. Como eu queria que todos parassem para ver como o mundo é bonito, queria que desligassem os celulares, fizessem amizades novas, e abrissem o coração! Aí sim, seria uma boa fonte de imaginação.​

prof-colégio-coc

COMENTÁRIOS
Profa. Juliana Teles Gongaza


Nessa primeira proposta da disciplina de produção textual, os alunos tiveram os desafio de redigir uma crônica reflexiva, gênero estudado nesse início do terceiro bimestre. O texto era baseado na célebre crônica de Fernando Sabino, "A última crônica". As turmas tiveram que utilizar o modelo para escrever um texto breve, que partisse de uma situação banal, mas que gerasse reflexões e comentários por parte do narrador; tudo bem ao gosto da crônica. Parabéns a todos pela dedicação e, em especial, aos autores dos textos selecionados! Valeu, galera!


aluno colégio coc sapiens
A Última Crônica | Izabella Tereza, 8ºano/EFII

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever, quando dou um gole no meu café, escuto a música nos alto falantes do boteco.

A letra da música é do ano de 2013 mais ou menos, e ela diz: "Celebrar, como se amanhã o mundo fosse acabar"; então penso em tudo que as pessoas no mundo inteiro fizeram, em todos os dias que elas acordaram seis horas da manhã para levar os filhos na escola, em todos os dias em que as avenidas estão cada vez mais congestionadas, e uma coisa que ninguém pensa, ou talvez pensam, mas resolvem não dar ênfase: "e se amanhã não existir?", "e se hoje for o meu ultimo amanhã?".

Depois de um bom tempo ali naquele boteco, resolvo ir embora; levanto-me, vou até o balcão do caixa e pago a conta; mas logo atrás do "galpão de sorvete", tem uma janelinha, não sei quantos tem exatamente, mas consigo contar uns cinco adolescentes, por aí... Eles estão em um beco, e algum objeto está entre eles; depois de algum tempo percebo, uma latinha de cerveja, e todos estão cheirando algo que está dentro dela.

Todas das poucas pessoas que passam por ali, se entreolham e sem dúvida alguma, comentam umas com as outras. Não sei porque tanto preconceito com aquele assunto, o ultimo celebrar deles pode ser hoje, mas é o ultimo celebrar DELES; e o mal que fazem, é a eles próprios, são escolhas deles, e o mal causado só vai ter consequências neles mesmos.

Não quero que o meu ultimo celebrar seja aqui, então, saio do boteco, atravesso a avenida, e me aproximo um pouco daquele grupinho. Faço um sinal significando se posso me juntar a eles; eu sinceramente não me importo com o que as pessoas vão falar ou pensar, esse é o meu último celebrar, e quero do meu jeito TERMINAR.

Me junto a eles, e logo o meu ultimo amanhã, o meu ultimo celebrar, está numa miserável lata de cerveja.

prof-colégio-coc

COMENTÁRIOS
Profa. Juliana Teles Gongaza


Nessa primeira proposta da disciplina de produção textual, os alunos tiveram os desafio de redigir uma crônica reflexiva, gênero estudado nesse início do terceiro bimestre. O texto era baseado na célebre crônica de Fernando Sabino, "A última crônica". As turmas tiveram que utilizar o modelo para escrever um texto breve, que partisse de uma situação banal, mas que gerasse reflexões e comentários por parte do narrador; tudo bem ao gosto da crônica. Parabéns a todos pela dedicação e, em especial, aos autores dos textos selecionados! Valeu, galera!