Textos produzidos por nossos alunos, também considerados fonte de estudo já que os mesmos são acompanhados de comentários dos Professores.

Os alunos dos 6ºs., 9ºs. (EFII) e 3º.s anos (EM) do Colégio desenvolveram, durante todo o semestre passado, projetos envolvendo um dos temas mais discutidos atualmente em diversas metrópoles e, em especial, em São Paulo: a crise de abastecimento de água vivida por todos os cidadãos, independentemente de sua condição social, econômica ou de sua faixa etária.

Como Instituição que possui como um de seus princípios de atuação o debate sobre questões que envolvem a cidadania e seus modos de intervenção social, o Colégio apresenta três ações que tiveram, como protagonistas, essas turmas trabalhando de forma progressiva e a partir de estratégias e abordagens diferentes, de acordo com as propostas para cada série, sempre considerando "o olhar" para a situação local, uma vez que a maioria de nossos alunos reside em Osasco:

6º. ano (EFII): sob orientação do professor de Geografia, os alunos

- observaram, por meio de uma Saída Pedagógica, as transformações ambientais às margens de todo o Córrego Bussocaba, localizado no centro expandido de Osasco, passando pelo Teatro Municipal de Osasco, pelo Parque Chico Mendes, pelo Ginásio José Liberatti, além do estudo dos espaços Museu Municipal Dimitri Sensaud Lavaud, Parque do Rochdale Nelson Dias, Parque do Jaraguá e Pico do Jaraguá;

- elaboraram um Diário de Bordo com os registros, as anotações de fatos, de situações e acontecimentos ocorridos no trajeto e realizados durante a Saída Pedagógica. Constam do Projeto propostas para despoluição do Córrego Bussocaba

9º. ano (EFII): com base em um trabalho interdisciplinar envolvendo Geografia, Filosofia e Língua Portuguesa, os alunos

- leram e discutiram textos referentes ao tema, entre eles o livro A última gota, de Vanessa Barbosa;

- levantaram hipóteses, a partir das observações realizadas, sobre possíveis estratégias de intervenção objetivando a melhoria do cenário atual;

- debateram o tema, em um “bate-papo” com a jornalista e autora do texto-referência estudado pelos alunos no semestre, Vanessa Barbosa.

3º. ano (EM): também com base em um trabalho interdisciplinar envolvendo Geografia, História, Língua Portuguesa, Química e Biologia, os alunos

- foram orientados a pesquisarem sobre o tema e seus recortes: aspectos econômicos, sociais e ambientais do problema;

- elaboraram questões norteadoras para o COC Debate, momento em que discutiriam o tema com uma Mesa Debatedora, formada por especialistas;

- elaboraram artigos de opinião sobre o tema em questão.

Confiram algumas produções textuais dos 6º.s e 9º.s anos, que representam parte de todo esse trabalho.

aluno coc
Proposta de intervenção para a melhoria das condições do Córrego Bussocaba
Por Isabella Carvalho Hisamoto, 6ºano/EFII

Cheguei à conclusão de que a mata ciliar é essencial para preservar a água.

A paisagem humanizada pode prejudicar o local, como ocorre com o corrégo Bussocaba, mas também pode trazer melhorias para o seu entorno.

A poluição está aumentando cada vez mais, e isso prejudica muito os rios, e nós fazermos parte disso.

Os rios podem ter cuidados melhores e serem capazes de servir ao homem novamente. Pode se criar uma lei que proíba as indústrias de jogarem seu lixo no rio. Também podemos conscientizar as pessoas de como a água é importante e como ela pode vir a fazer falta.

A Expedição possibilitou conhecer as nascentes e o fim dos rios, como eles se encontram, além de observarmos as paisagens (humana e natural) e pensarmos sobre elas.

aluno coc
Proposta de intervenção para a melhoria das condições do Córrego Bussocaba
Por Larissa Guidetti Costa, 6ºano/EFII

Podemos concluir que o Córrego Bussocaba tem mais que uma nascente, e a nascente do Pico do Jaraguá é mais cuidada em função de ter a mata ciliar, com menos chances de erosão . Já a nascente do Parque Chico Mendes tem mata ciliar, mas não é tão bem cuidada como a do Pico.

Podíamos passar um pouco de mata ciliar para as nascentes, proibir que o esgoto das casas, prédios, shoppings fossem jogados nos rios, mas também o Governo tem que despoluir esse córrego para conseguir contribuir com a despoluição do rio Tietê.

Isso ficaria muito caro, e nem sempre o governo quer pagar, mas, se eles não despoluírem os córregos que chegam ao rio Tietê, esse rio nunca será despoluído.

aluno coc
Proposta de intervenção para a melhoria das condições do Córrego Bussocaba
Por Lucca Gomes Lino, 6ºano/EFII

Seria possível colocar algo para que ´despolua´ o Córrego Bussocaba?

Há várias maneiras, uma delas é extrair algumas árvores não nativas para a plantação de árvores nativas daquela região.

O rio é poluído pelo fato de o esgoto das casas ser despejado em suas águas ao longo de seu percurso.

Quais seriam as soluções?

Fazer o reflorestamento de algumas áreas de mata ciliar e recomeçar a limpeza do rio, filtrar o esgoto despejado ao longo de seu trajeto.

aluno coc
Proposta de intervenção para a melhoria das condições do Córrego Bussocaba
Por Nikolas Ferreira Pauleti Rizzo Vianna, 6ºano/EFII

A maior causa da poluição dos rios hoje em dia é o lixo e o esgoto doméstico e industrial que são lançados diariamente sem tratamento nos rios. Dois exemplos que posso citar são o Córrego Bussocaba, em Osasco, e o Rio Tietê, um dos mais poluídos em São Paulo.

Para despoluir os rios, é preciso muitos anos de investimento, mas é possível, se existir interesse.

Eu acredito que uma das soluções é colocar estações de tratamento de esgoto dentro dos rios ou aumentar para 100% a quantidade de esgoto tratado.

Também precisamos criar campanhas para a população não jogar nenhum lixo nos rios.

As grandes indústrias também precisam ser multadas se jogarem esgoto não tratado nos rios. Poluir os rios deveria ser tratado como um crime ambiental.

Mudar a realidade dos nossos rios é possível, isso já foi feito no rio Tâmisa, que fica na Inglaterra.

aluno coc
Fatos desconhecidos pela população | Por Juliana Donná Monteiro, 9º ano/EFII

Ter 40% de esgoto produzido no Estado de São Paulo não tratado e despejado de forma ilegal é um absurdo enorme perante a nossa atual situação. Essa crise foi causada pela expansão urbana e atividades como a agricultura e pecuária. A crise hídrica é também uma crise ambiental sim, pois as árvores e florestas previnem a seca e, de certa forma, reabastecem os lençóis freáticos, então o desmatamento também é um dos fatores, pois sem árvores não há água.

Uma evidência dessa crise é o crescimento das cidades, pois a área dos mananciais e as áreas periféricas acabam sendo ocupadas e degradam paisagens naturais que podem até interferir no clima. Conforme a cidade cresce, a política pública não vai conseguindo acompanhar e acaba falhando em serviços como o de água, luz, telefone e etc.

Outra evidência bem clara é o esgoto − como já citado anteriormente− que quase metade não é tratado e é despejado com detritos industriais. Além disso, o lixo e a ausência de um planejamento e controle por parte dos gestores públicos fazem com que a crise só piore, então seria muito bom e eficaz se o governo investisse em fiscalizações para poder fechar ou arrumar as indústrias que estão fora dos padrões pedidos e corretos.

É importante que a população discuta sobre esses temas e evidências, pois são muito importantes para a saúde e bem-estar mútuo. Além disso, todos pedem por mudança, mas no final ninguém quer começar a própria mudança em si mesmo. Então, com essas evidências bem importantes, você leitor e cidadão, começaria a mudar e ajudar a melhorar esse país mesmo com vários problemas? Ou faria como a maioria e desistiria?

aluno coc
Torneiras secas no Estado de São Paulo | Por Alessandra Simões Andrucholli, 9º ano/EFII

A cidade de São Paulo cresce cada vez mais e as políticas públicas não têm atendido a esse crescimento, além disso, a bacia hidrográfica do Cantareira está sendo desmatada para essa expansão urbana, prejudicando a recarga da água. São inúmeros motivos para a atual crise hídrica e o governo faz o mínimo para evitar ou melhorar essa situação.

Para percebermos o tamanho do problema enfrentado na Cantareira, foi que esse abastecimento foi projetado para durar ou reservar água por sete a oito anos, sendo que foi inaugurado em 1982.

A própria companhia que distribui a água, a SABESP, desperdiça 40% da água tratada, além de que, do reservatório até a cidade, há vários canos que sofrem variações de pressão e estouram debaixo da terra.

Para essa crise hídrica, temos várias soluções como: captar água subterrânea, melhorar ou restaurar canos estourados, racionalizar também as águas utilizadas pelas indústrias que são as que mais usam e também as que mais poluem a água, e não desperdiçar tanta água tratada, como a SABESP. Mas, para que isso aconteça, precisamos esperar a boa vontade dos nossos políticos, até lá, que o São Bento nos ajude!

aluno coc
População se preocupa cada vez mais com a crise hídrica | Por Camila Novaes Gouveia, 9º ano/EFII

Algo que não vem sendo debatido e nem discutido diariamente, mas que é um dos temas mais importantes, é algo que geralmente não é publicado em jornais e revistas. Ninguém fala sobre os esgotos que não são tratados ou até mesmo da quantidade de água que perdemos pela falta de manutenção. Todos falam basicamente sobre a mesma coisa, que temos que economizar, que o Cantareira quase não tem mais água e que a conta de água vai ficar mais cara.

O problema é que nem a metade da população sabe que 57% dos nossos esgotos não são tratados e que estão cheios de lixo. E também não sabem que 10% da água são perdidas no trajeto para as casas e empresas e que essa perda acontece pela falta de manutenção, pois há canos furados que desviam metade da água.

Isso é algo que deveria ser motivo de debate e também deveria ser cobrado pela população. Todos têm que economizar, mas não podem tratar os esgotos e arrumar os encanamentos? É algo que a SABESP, a população e a Prefeitura deveriam parar para analisar.

Se esses problemas fossem resolvidos, todos teríamos muito mais água e se todos fizessem a sua parte, a população não precisaria ficar tão preocupada.